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Um dia quando a ternura for a única regra da manhã

Um dia quando a ternura for a única regra da manhã

Poema do poeta português José Luís Peixoto, Um dia quando a ternura for a única regra da manhã. Com interpretação do poeta Léo Medeiros e trilha sonora de Tião Simpatia, produzido por Soriê Produções.

Um dia, quando a ternura for a única regra da manhã,
acordarei entre os teus braços. a tua pele será talvez demasiado bela.
e a luz compreenderá a impossível compreensão do amor.
um dia, quando a chuva secar na memória, quando o inverno for
tão distante, quando o frio responder devagar com a voz arrastada
de um velho, estarei contigo e cantarão pássaros no parapeito da
nossa janela. sim, cantarão pássaros, haverá flores, mas nada disso
será culpa minha, porque eu acordarei nos teus braços e não direi
nem uma palavra, nem o princípio de uma palavra, para não estragar
a perfeição da felicidade.

José Luís Peixoto

Abaixo o vídeo do texto narrado por Léo Medeiros.

Poeta Léo Medeiros 1393593293198552751

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